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880 - Pouilly Fumé Clos Joanne d 'Orion 2022 Domaine Gitton.
880 - Pouilly Fumé Clos Joanne d'Orion
Safra: 2022
Produtor: Pascal Gitton
Castas: Sauvignon Blanc 100%
Grau alcóolico: 13% Vol.
Pioneiros da expressão dos diversos "terroirs" da região de Sancerre, os Gitton vinificam separadamente as parcelas de sua grande propriedade, procurando em cada "climats" a máxima expressão da casta Sauvignon Blanc. A busca sistemática da maturidade máxima de suas uvas confere aos vinhos uma amplitude e uma riqueza que poderão surpreender os amadores de Sancerre e Pouilly Fume frutados e um pouco ácidos.
Este Pouilly Fumé Clos Joanne D Orion 2022 de Pascal Gitton (Gitton Père & Fils) é um exemplar de Sauvignon Blanc 100% que expressa com clareza o caráter elegante e distintivo dos grandes Pouilly-Fumé do Loire. No nariz revela aromas intensos e complexos de flores brancas, frutas de caroço (como pêssego e melão) e notas vegetais delicadas, com uma vibrante energia cítrica e nuances minerais típicas do terroir calcário da região. No paladar, a acidez viva e perfeitamente equilibrada é sustentada por uma textura envolvente e oleosidade suculenta, que lhe confere um corpo generoso, bom volume e sensação tátil agradável, resultando num final longo e de excelente persistência. Essa combinação de fruta expressiva, mineralidade e estrutura faz dele um vinho versátil para harmonizar com frutos do mar (como ostras e camarões), peixes grelhados e pratos com molhos ricos, mas também um candidato a evoluir bem em garrafa com alguns anos de guarda, ganhando ainda mais complexidade e nuances terciárias.
De maneira geral, Sancerre e Pouilly-Fumé partilham o mesmo Sauvignon Blanc, mas a tipicidade de cada um reflete diferenças subtis de terroir e estilo de vinificação. Em regra, os Sancerre tendem a ser mais vivos, com acidez mais cortante, perfil mais cítrico e uma mineralidade mais franca e penetrante, resultando em vinhos mais racy (puros, verticais) e incisivos no paladar. Já os Pouilly-Fumé costumam mostrar uma expressão um pouco mais ampla e redonda, com textura um pouco mais cheia no corpo e notas minerais ligeiramente fumadas ou de sílex (daí o termo “fumé”), mantendo ainda frescor e elegância. Essas nuances surgem principalmente das diferenças nos solos e microclimas das duas denominações vizinhas no Vale do Loire e na maneira como os produtores manejam a vinificação.




